Diariamente somos fustigados com informações que nos deixam preocupados e reticentes quando ao nosso futuro a curto prazo. Sabemos que não será fácil, mas também não entendemos porque não são feitas correcções e tomadas medidas estruturais de forma a precaver num futuro próximo alguns dissabores de boca, que já se encontra com um paladar muito amargo.
Todos nós entendemos que a forma mais prática do Estado obter dinheiro é através da criação e Impostos, mas quais os resultados disso? Não vamos nós pagar muito caro essa factura, ao afastarmos os empresários de investir e construir novos postos de trabalho e os possíveis investidores estrangeiros?
Os Impostos deixam a população com menos recursos económicos, por via da subtracção substancial dos rendimentos de trabalho. Como resultados disso não vamos prejudicar a economia do país e levar à falência as pequenas e médias empresas? Que vai acontecer ao dito comercio tradicional e de bairro?
Quando viajamos pelo nosso País dentro, passando nas aldeias, nos campos, nas matas e nas estradas nacionais e camarárias deparamo-nos com um número tão elevado de casas abandonadas, algumas delas foram de empresas, tendo a céu aberto cemitérios de máquinas; equipamentos e restos da sua laboração, uma quantidade nunca vista de placas: “VENDE-SE”.
A contrastar com esta situação, lemos que os Bancos têm obtido um dos melhores rácios de captação de Depósitos.
Geralmente no Mundo são as Companhias de Seguros que detêm os Bancos, em Portugal isso não é assim, e talvez por isso consideramos que pode ser grave a provável protecção do Estado aos Bancos em detrimento das Seguradoras, se não vejamos: Os Contribuintes que subscreveram PPR e PPR/E são agora por alguns Bancos induzidos a abandonarem os seus Planos de Poupança para a Reforma e subscrevem Contas a Prazo, oferecendo estes juros mais elevados.
Talvez, com juros imediatamente mais elevados, seja uma oportunidade, porém há ainda alguns factores a considerar, o facto do benefício fiscal em sede de IRS e depois a eventual penalização sobre o levantamento dos Valores que lhes deram os tais benefícios. É certo que parece ainda haver duvidas sobre qual a penalização a aplicar em caso de resgate antecipado fora das condições legais normais. É aqui que reside o calcanhar de Aquiles, pois as penalizações parecem terem sido alteradas no orçamento geral do estado para 2011, assim mudam-se as regras só para beneficiar os depósitos bancários?
Perde-se o verdadeiro sentido da Poupança que é destinada ao complemento de reforma ou reforma, podendo a partir de agora ser facilmente ser investido ou não, e na eventualidade do seu uso para outros fins que não os destinados, acaba-se a mesma, criando dificuldades acrescidas. É pois tempo e altura de questionar, quando é que os Portugueses sabem quais as verdadeiras regras e condições para poderem avaliar quais os caminhos a percorrer, tendo em vista o seu futuro e dos seus. Ou vamos continuar a assistir a alterações todos os dias?










