domingo, 13 de junho de 2010

Um final de semana cultural

Mais um final de semana está acabar.
E, como o tempo nos presenteia com uma temperatura amena, algumas nuvens no céu deixam escapar alguns raios de sol.

Aqui ao lado, nesta acolhedora localidade de Picassinos decorrem os festejos da já famosa festa de verão promovida pela paróquia da Igreja Católica de Picassinos em honra de seu padroeiro, o Santo António.

Tal como ontem, hoje temos o mesmo som da aparelhagem sonora, com as mesmas canções que teimam em repetir sem fim, num alinhamento de pouco mais de meia dúzia de músicas e quase todas do mesmo artista.
Ficamos pasmados pois há tantas canções disponíveis, algumas delas que fizeram, outras ainda fazem tanto sucesso, e ainda tantos trabalhos recentemente lançados, não entendo o motivo que levou a empresa da Aparelhagem Sonora a limitar o número de canções e quase todas do mesmo artista. Mas, por cá aguentamos com um som as vezes demasiado alto e distorcido, outras vezes baixo; ontem, nos desfiles dos Ranchos Folclóricos, tivemos uma dose bem excedida dos irritáveis “feedback”, não tendo sido possível escutar com mínima qualidade os cantares tradicionais.

Mesmo assim, tentamos abstrairmo-nos do atrás referido e pegamos nos livros que recentemente adquirimos e ficamos absorvidos na sua cativante leitura. Entusiasmados quase numa leitura contínua, recomendarmos vivamente a sua leitura, pelo que queremos partilhar as obras.

Começamos por referenciar o “Romance”, com o título A FRONTEIRA MAIS LONGINQUA, editado pela Sopa de Letras. Uma obra escrita pelo meu amigo Prof. Dr. Miguel Pinto, que narra factos reais por ele vividos. Para melhor compreender alguns dos factos narrados julgamos pertinente a leitura do seu outro Livro com titulo “O ANO EM QUE DEVIA MORRER”.

E depois, diga-me se valeu a pena ou não.

Já numa vertente diferente, refiro-me a um livro de Poesia, simplesmente fantástico, com uma dimensão sentimental que cada um lhe saberá dar, falo do mais recente Livro publicado do Poeta ANTONIO MR MARTINS, de que também me orgulho de ser amigo. O Titulo desta sua obra é FOZ SENTIDA, e é editado pela Temas Originais. Tenho ainda para leitura deste Poeta os Livros cujos títulos são: QUASE DO FEMININO e SER POETA.
Ser Poeta é sem dúvida o que o seu autor é.

Por último, confesso, que neste momento em que vos escrevo, ainda não acabei a sua leitura, mas com um conteúdo diferente, cheio de ideias, pensamentos e formas, recomendo também o livro do autor, António Paiva cujo titulo é: LIVRO IMPERFEITO, editado pelas Edições Ecopy.
Neste livro há tantas ideias, frases, ... mas cito uma que se encontra na pág 128 “Todo o ser humano - o deve ser - quando mais cedo melhor”, o resto? Bem, o resto, você mesmo vai ler!
Aqui, em público eu deixo o meu agradecimento ao Antonio MR Martins que me convidou para a apresentação desta obra na FNAC de Leiria, pois de outro modo duvido que alguma vez iria tropeçar neste livro e adquiri-lo, pelo que deixo aqui o meu muito obrigado. Ele foi o causador da minha biblioteca agora estar mais rica e de eu ter mais para aprender.

Posso dizer que estes livros tornaram o meu fim-de-semana muito agradável e com o som da orquestra a actuar neste momento no palco da festa da Igreja de Picassinos, só tenho pena do tempo ter passado tão depressa, sem eu ter dado conta disso.

Há pois claro! E o irritante feedback continua! … Agora parecia uma “bubuzela”! Hoje, tal como ontem, é só “bubuzelas”, o que não se compreende, porque a tecnologia que hoje está ao dispor e alcance das empresas de som, juntamente com a devida colocação das Colunas de Som, não era preciso as pessoas suportarem estes ruídos insuportáveis, pelo menos para mim!

As imagens das Capas dos Livros em cima referidos.




As minhas Recomendações associadas à leitura em cima referida.




quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Rio ...

Numa das minhas recentes viagens, percorri uma parte do rio sotão que tão bem conheço, pois nele eu caminhava desde a altura em que me lembro de existir.

Recordo também que nos meus tempos da meninice, quando pastoreava o gado, alternava com a tarefa da pesca desportiva. Naquele tempo havia umas quantas “trutas” e “enguias”… que se agarravam ao anzol! Velhos tempos!!

Nesta viagem, procurei ver ou encontrar um exemplar para fotografar e aqui partilhar… mas, apenas vi uma pequena cobra das que andam na água. Peixes? ..  nem grandes, nem pequenos. Simplesmente nada! :-(

Estou simplesmente admirado com esta constatação. Que terá acontecido?

Que fizeram às trutas que antigamente por ali viviam? Sendo este um rio com características únicas, para a procriação desta espécie, devido à qualidade e pureza da água, a oxigenação natural como podem observar no pequeno filme em baixo são condições de excelencia para a vida e reprodução das trutas. 

O que não entendo é quem e como as extinguiu e o porquê?

De repente veio à memória a cadeia alimentar e pensei "Que pena já não haver dinossauros para fazer o mesmo a quem extinguiu desta maneira as trutas do rio".  Justo, não é?

Bom, pensei: "Como não devo julgar", vou pedir ajuda aos meus amigos ligados à arte e oficio da piscicultura, e pedir-lhes que estudem esta situação, tendo descobrir ou averiguar se a extinção das trutas neste rio se deve a factos naturais, que confesso, desconheço, ou se foi outra qualquer razão.

Prometo depois, aqui divulgar o resultado desse estudo que vou encomendar.

Confesso que gostava de voltar a olhar para dentro desses poços, e ver as trutas neste rio. E se, em numero desejável, tornar a pesca desportiva possível, podendo voltar a saborear os pratos que estes peixes em tempos passados nos permitiam confeccionar.


domingo, 16 de maio de 2010

Recordação

Uma viagem até a vila que outrora havia sido a sede de concelho do lugar onde vivia. Naquele mar por mim tantas vezes navegado, a sua praia, as suas gentes…. As imagens são o reflexo do momento e da forma como vi naquele momento aquele lugar místico mas simultaneamente também com muitas contrariedades.

Gentes, costumes, formas de ser e de estar, até formas de encarar as coisas da vida bem diferentes.

Pescarias ao largo, desafios contra as correntes marítimas, que punham à prova os conhecimentos da arte de mareação.

Velhos tempos! Mas, não é como o fado que diz: “Ó tempo volta para trás” de António Mourão.